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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Freddie Mercury tinha uma voz inigualável. Quem o diz agora é a ciência.

Freddie Mercury é, para muitos, o maior vocalista de sempre - tanto, que mesmo quem não seja fã dos Queen o consegue reconhecer. E, agora, um estudo científico da sua voz parece dar-lhes razão.
Um grupo de investigadores austríacos, checos e suecos passou os últimos anos a analisar a voz de Freddie Mercury, tendo reunido as suas descobertas e conclusões num trabalho entretanto publicado no Logopedics Phoniatrics Vocology, jornal oficial da British Voice Association.
Uma das suas descobertas foi a de que Mercury, apesar de ser reconhecido como tenor, era provavelmente barítono, tendo para tal analisado seis entrevistas do músico e descoberto uma frequência média de fala de 117.3 Hz.
Não só isso, como ainda contrataram um vocalista profissional, Daniel Zangger-Borch, para imitar a voz de Mercury, de forma a poder filmar a sua laringe e observar exactamente como o vocalista dos Queen criava a sua voz.
Este trabalho de investigação só confirma o que todos já sabiamos: Freddie Mercury possuía uma voz única.

domingo, 9 de março de 2014

FREDDIE MERCURY... Insinuação, alusão...

Freddie Mercury (cujo nome verdadeiro era Farrokh Bulsara, nascido em 1943 em Zanzibar) morreu a 24 de Novembro de 1991. A notícia surpreendeu toda a gente, sendo de todo inesperada a morte de alguém que, goste-se ou não, tem o seu lugar cativo na história do rock.

Todavia, e no que à surpresa causada concerne, se é certo que Mercury não divulgou a sua doença, diagnosticada ainda nos anos 80 – apenas o tendo feito na véspera do seu decesso – não menos certo é que já o tinha anunciado, alto e bom som, através do álbum “Innuendo”, lançado pelos Queen em Fevereiro de 1991.

E de que modo o fez?

Ora, quer o álbum, quer a primeira faixa do mesmo, têm como título “Innuendo”, o que em inglês quer dizer insinuação, alusão. Imediatamente a seguir à canção “Innuendo”, como que materializando a insinuação que se pretende fazer, surge a faixa “I’m going slightly mad”, em que Mercury, consciente da fase final da doença em que se encontrava, canta “I’m one card short of a full deck, I’m not quite the shilling, One wave short of a shipwreck, I’m not my usual top billing, I’m coming down with a fever, I’m really out to sea, This kettle is boiling over, I think I’m a banana tree. Oh dear”, rematando a canção com a frase “And there you have it”. Prossegue o caminho, e na autobiográfica faixa “These are the days of our lives”, Mercury canta “Cause these are the days of our lives, They’ve flown in the swiftness of time, These days are all gone now but some things remain, When I look and I find no change.”
O recado a quem fica é deixado para o epílogo, “The Show Must Go On”. Ninguém reparou…