Mostrar mensagens com a etiqueta Madonna. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Madonna. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de agosto de 2015

1 de Agosto de 1981: “Uma Revolução chamada MTV”





































A ideia de um canal dedicado à música não era nova quando surgiu a MTV. De facto, pode considerar-se o "Sight of Sound" como a génese daquele canal musical, quando em 1977 a Warner Communications e a American Express, através da joint-venture Warner Amex Cable criaram o primeiro sistema de TV por cabo interactivo (QUBE).
Do pacote de canais comercializados encontrava-se o "Sight of Sound", que permitia aos telespectadores votarem nas canções e artistas preferidos. O sucesso foi tal que a Warner Cable Amex Cable decidiu abrir o canal a outros operadores de cabo com nome e formato novos (Videoclip).

Nascia então a MTV - Music Television.

O primeiro videoclip foi “Vídeo Killed the Radio Star”, dos The Buggles, escolha oportuníssima anunciando a entrada da indústria musical numa nova era.


A MTV nunca quis ser apenas um canal de música. Desde o seu aparecimento em Agosto de 1981 que cedo se afirmou como um canal que iria revolucionar a forma de comunicar em televisão, criando um novo espaço para a divulgação do, até então, menosprezado videoclip. Som e imagem eram agora um só.


Mas de sucesso comercial a fenómeno cultural vai um grande passo e a MTV teve o mérito de alcançá-lo, e porquê?

A emissão, quase ininterrupta, de música com destaque para os videoclips fez surgir um novo mercado anteriormente dominado pela rádio. Se até aqui bastava uma música passar na rádio para ser conhecida, a partir desta altura ela teria de ser vista na televisão. Mais importante do que ser-se ouvido era ser-se visto.

O videoclip passa a ser encarado como um importante meio promocional, sendo explorado profissional e comercialmente por uma nova geração de músicos cujas carreiras foram construídas para e à custa da MTV.


Na primeira metade da década de 80 uma banda interiorizou este espírito mais do que todas as outras: os Duran Duran. Michael Jackson e Madonna foram igualmente perspicazes na abordagem ao videoclip.


Durante cerca de vinte anos, foram estas as regras da promoção musical até ao aparecimento da Internet. A livre partilha de música e vídeos tem vindo aos poucos a pôr em causa este conceito. A televisão olha agora com desconfiança para uma Internet mais informal e adaptável à mudança.


Mas em 1981 era a MTV quem protagonizava a mudança: o conceito era novo, o “look” apelativo a até os apresentadores denominavam-se VJs (ou seja, DJs de vídeos).

A adesão dos jovens norte-americanos e, quatro anos mais tarde, dos europeus, a um canal que falava a sua linguagem foi imediata, o apelo era irresistível. Com o passar dos anos cada vez mais jovens em todo o mundo tinham acesso às emissões da MTV, com o surgimento de canais específicos para cada país ou dedicados a diversos géneros musicais (temáticos).

MTV Look: “ O estilo prevalece sobre o conteúdo e a técnica sobre o argumento “


O “MTV Look“ era de facto uma imagem de marca. Especialista na promoção da imagem de outros, a MTV sabia muito bem como promover a sua própria imagem.

Este conceito era de tal forma popular que houve quem o soubesse explorar da melhor maneira e aplicá-lo a uma série policial feita à medida da geração MTV. O resultado foi “Miami Vice“ (série de TV) e o autor da proeza Michael Mann, o mesmo de “Collateral”, “The Aviator” e “Miami Vice” (filme), entre outros.

Esta popular série policial protagonizada por Don Johnson e Philip Michael Thomas (transmitida entre 84 e 90), tornou-se na coqueluche das séries de TV ao captar na perfeição a atmosfera 80`s em todo o seu esplendor.

Nada foi deixado ao acaso: o estilo, o ritmo e um colorido muito próprio aliados à música do teclista Jan Hammer, materializaram-se num ambiente que se pretendia de “glamour” e sofisticação, plenamente conseguido.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MADONNA - Ray of light

Em 1998, a cidadã Madonna Louise Veronica Ciccone completava 40 anos. O seu percurso já era sobejamente conhecido, alicerçado numa pop de fortes torrentes rítmicas de que "Like A Virgin", "Into The Groove", "Papa Don´t Preach" e a excelente balada "Crazy For You" constituíam os melhores exemplos. Depois de "Erotica", de 1992, a sua carreira apresentava sinais de desgaste preocupantes.
Numa jogada de mestre, Madonna recruta os serviços do produtor William Orbit, estamos em 1997. O resultado desta colaboração viu a luz do dia em Março de 1998 com o nome de "Ray Of Light". Não! Não era mais um disco da diva da pop, era um dos "seus  grandes discos". E provavelmente o primeiro de uma série de trabalhos de actualização sonora e de redescobrimento artístico. O que me impressionou mais em "Ray Of Light" foi a combinação de letras espirituais com batidas techno e trip-hop, sem perder de vista a melodia. Eu nunca fui adepto de música electrónica, mas era impossível ficar indiferente ao punch de "Nothing Really Matters", ao meditativo "Substitute For Love" e, principalmente, à deliciosa amalgama sónica da faixa que dá o título ao álbum.
Numa altura em que "Hard Candy" se aproxima rapidamente dos pontos de venda, lançamento a 28 de Abril. A revista Rolling Stone descreve o novo trabalho como "Inspirado". Sim, "Ray Of Light" é o disco da maturidade. Mas, importa perceber que o epicentro da Madonna atenta às novas realidades começou efectivamente em 1998.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Madonna lança "Like a Virgin", o segundo álbum.

Há 30 anos… dia 12 de novembro de 1984.

Foi a confirmação de que o mundo da música ganhava, de facto, uma popstar. Uma futura diva. O primeiro álbum abriu caminho. A aparição no American Bandstand, de Dick Clark, deu-lhe visibilidade. Foi a grande vencedora do primeiro MTV Video Music Awards. E Like a Virgin confirmou: Madonna chegava para ficar. Para assumir o trono de Rainha da Pop para sempre.
O segundo álbum transformou a menina de 26 anos em ícone pop internacional. Sucesso comercial, com 21 milhões de cópias vendidas no mundo, colocou Madonna no topo da Billboard 200. Nem as ressalvas de alguns críticos, que preferiram o primeiro trabalho, atrapalharam o absoluto estouro do disco.
Partridge lembra que nem mesmo a recusa da Warner em dar completa autonomia e liberdade artística a Madonna na produção, foi obstáculo para o sucesso de Like a Virgin. A produção acabou nas mãos de Nile Rodgers, ex-Chic, banda de sucesso dos anos 1970, que tinha liderado o mais recente sucesso de David Bowie, o disco Let’s Dance (1983), e que regressou com tudo ao showbiz com os Daft Punk! Foi um casamento (quase) perfeito. Com brigas e discussões, sim, mas que parceria não as tem? Os destaques óbvios são a faixa-título, o primeiro single #1 de Madonna, “Material Girl”, que abre o álbum, e ainda “Into the Groove”, música que entrou no relançamento de 1985. True Blue, de 1986, daria sequência à trajectória de sucesso mundial de Madonna.