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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Rollling Stones - Emotional Rescue (1980)

Como não poderia deixar de ser, tinha que falar nos inevitáveis Rolling Stones, banda inglesa formada em inícios dos anos 60, e que ainda andam por aí, quer a realizar novos álbuns, quer a fazerem gigantescas digressões mundiais. Os Rolling stones sempre foram uma banda de topo, mesmo desde o inicio da sua carreira, mas houve uma fase em particular que estiveram melhor, concretamente nos anos 70 e 80. Em 1980, a que é considerada por muitos a maior banda do mundo, lançava um dos seus melhores álbuns, que chegou rapidamente aos primeiros lugares dos tops norte-americano e inglês... falo-vos claro está, de "Emotional Rescue", um álbum que é indispensável para qualquer apreciador de bom Rock'n'Roll, como são todos os dos Stones! 
Muitos são os êxitos deste álbum, mas vamos ficar pela música que dá nome ao disco: "Emotional Rescue".

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ROLLING STONES : Exile on Main Street

À partida as condições não eram as melhores. Keith Richards sobrevivia a um desastre de automóvel, Mick Jagger tinha acabado de se casar, problemas com o fisco e antigos managers atormentavam uma banda que vivia “realmente” um exílio no sul de França. Para agravar este estado de coisas, as gravações de “Exile on Main Street”, iniciadas no Verão de 1971, na Villa Nelicotte, propriedade do famoso guitarrista dos Rolling Stones, a electricidade falhava constantemente e a humidade alterava a afinação dos instrumentos.
Com o decorrer dos trabalhos, os atropelos e a desorganização transformavam-se num documento musical uno, sólido e furioso. A explicação para a durabilidade de um dos melhores discos de hard rock de sempre provinha da sua diversidade de estilos: rock & roll, blues, soul e até country. Mas, acima de tudo, pelo acentuar da componente depressiva, iniciada em “Let It Bleed” e “Sticky Fingers”, acrescida de um regresso a uma versão mais dura dos blues, herdados dos seus legítimos antepassados.
Um riff a mid tempo e um grito cavernoso de Jagger apresentavam a relaxante primeira canção: “Rocks Off”. A festa prosseguia com “Rip This Joint” e atingia o seu pináculo com “Tumbling Dice”, no qual o vocalista dos Stones desempenhava o papel de pregador, apoiado por harmonias gospel debitadas pelas vozes corais de Claudie King e Vanetta Fields. A influência de Chuck Berry era patenteada em “Happy”, outro grande tema do álbum, apresentando o cantor Keith Richards e uma estrofe memorável: “I need a love to keep me happy”.
Destaque ainda para o desconsolo gospel da lindíssima “Let It Loose”, a pedalada rock enriquecida pelo saxofone de Bobby Keys, “All Down the Line”, e o encanto espiritual de “Shine a Light”, que deu nome ao filme de Martin Scorcese, sobre os Rolling Stones. Em entrevista concedida á revista Rolling Stone, em 1995, Mick Jagger retirava  valor ao trabalho de 1972: “Exile é um pouco sobrestimado, não tem assim tantas canções memoráveis”. Discordo ! A faceta negra dos Stones é decididamente a mais convincente.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

ROLLING STONES - "Some Girls", lançado há 36 anos

O ano de 1978 foi particularmente feliz para os Rolling Stones. Apaziguando o frenezim socialite de Mick Jagger e questões psicotrópicas com a autoridade de Keith Richards, os glimmer twins assinaram o seu primeiro grande disco desde "Exile On Main Street".
Nas rádios assistia-se ao domínio do disco sound e do punk e parecia que o mundo dos Stones tinha sido varrido, remetendo o grupo para o estatuto inexorável de old farts. Atentos às mudanças, construiram um disco coeso e com variados pontos de interesse.
As diversas correntes seriam abordadas em "Some Girls". Começando na abertura disco de "Miss You", abrilhantada pela harmónica de "Sugar Blue", o punk óbvio de "Respectable" e o country de "Far Away Eyes".  No "novo" disco dos Stones havia também espaço para uma grande balada: "Beast Of Burden".
Nas décadas seguintes, os Rolling Stones assinaram vários trabalhos de interesse: "Tattoo You", "Steel Wheels", "Voodoo Lounge" ou "A Bigger Bang", mas foi há 36 anos que provaram saber responder aos desafios das novas gerações musicais.