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quarta-feira, 25 de julho de 2018

AC/DC publicam "Back in Black" no dia 25 de julho de 1980.

AC/DC passados mais de 30 anos continuam na linha da frente, esgotam estádios e atingem os tops mundiais. Quantos exemplos de bandas temos como esta que para além de sobreviver á trágica morte do seu vocalista consegue ainda atingir novos patamares?Esse patamar chama-se Back in Black. Depois de Let There Be Rock, Powerage e Highway to Hell nada fazia prever o auge de vendas que este iria obter. Hoje é um dos álbuns mais vendidos de sempre a par de Dark Side of The Moon de Pink Floyd e do famoso Thriller do falecido Rei da Pop- Michael Jackson.Vamos esquecer os números. Back in Black é o ponto de viragem na carreira dos AC/DC. A trágica morte de Bon Scott deu lugar a Brian Johnson e as semelhanças vocais foram bem aceites. A irmandade Young mais uma vez fez o resto.A capa marca o luto, «Hells Bells» toma uma dimensão épica nunca dantes visível na banda. Assim se abrem as hostes dum álbum bem mais maduro que o anterior.Ao som de sinos se abre este incrível tema, ainda hoje celebrado ao vivo com o famoso sino da banda.

«Shoot to Thrill» tira as dúvidas do primeiro tema, não eles não ficaram frouxos dum dia para o outro, o Rock’n’Roll que os distingue e que nos dá vontade de fazer air-guitar ainda continua de pé! Sem piedade no “…Pull the Trigger..” Angus Young dá uso á sua Gibson criando uma mistura de Riffs que não deixa criar saudades dos tempos de T.N.T.! Parabéns, estamos ainda no segundo tema e temos mais dois clássicos!O solo final é simplesmente majestoso!

O que fazem por dinheiro estes rapazes? Por incrível que pareça fazem música de qualidade! É com a rima «What do You Do For Money, Honey?» que se faz o refrão deste mesmo tema.«Givin’ The Dog a Bone» dá continuidade. Isto é AC/DC! Rock’n’Roll no seu estado mais puro.

O tema seguinte pede-nos algo desnecessário «Let Me Put My Love Into You» é algo que estes Australianos em 1980 já não precisavam! Um dos compassos mais conhecidos do mundo, par do Riff e da coreografia de Angus (Duck Walk), é sem dúvida o do tema que dá nome ao álbum. Como poderei descrevê-lo? – Como um dos temas mais marcantes da história do Rock! Sem sombra de dúvidas um dos melhores solos da carreira de Angus! Este que por sua vez é por vezes referenciado injustamente como o sr. dos três acordes, esquecendo o guitar hero dentro da farda colegial.

É impressionante como neste álbum os 7 minutos e 45 segundos da 6ª e 7ª música marcam toda uma geração! De «Back in Black» passamos para o grande êxito radiofónico dos anos 80- «You Shook Me All Night Long». Não há nada melhor do que fazer aquelas viagens pelas nacionais deste país, no meio do nada numa manhã de Verão, janela aberta, e AC/DC bem alto!Este é o tema que conquistou muitos corações á banda. Arrisco-me a dizer que era isto que faltava para completar o seu sucesso mediático.Dos metaleiros ás adolescentes com posters de Bon Jovi e Van Halen, AC/DC era uma referência. Hoje é um icon.

«Have a Drink on Me» não destoaria em nenhum bar de motards que se preze. «Shake A Leg» obriga o ouvinte a bater o pé. Sabem que mais? Aqui podemos encontrar diamante em bruto, o facto de temas como este ficarem para trás em concertos das banda só demonstra a fabulosa discografia da banda, é de facto um desperdício!Back in Black provou ser uma fábula, uma daquelas que nos transporta para um mundo de maravilhas. Mas fábula que se preze têm um final feliz seguido duma mensagem pedagógica- «Rock and Roll Ain’t Noise Pollution»- alguém quer melhor do que isto?
Fazendo trocadilho passo a explicar o sucesso de Back in Black :

AC/DC Ain’t Noise Pollution!!

sábado, 18 de novembro de 2017

Morreu Malcolm Young, um dos fundadores dos AC/DC...

Malcolm Young (1953 - 2017)

Foi um dos fundadores dos AC/DC: o guitarrista Malcolm Young faleceu no dia 18 de Novembro em Elizabeth Bay, Sydney, Australia — contava 64 anos.
Com o seu irmão Angus Young, tal como ele nascido em Glasgow, Escócia, Malcolm criou a banda australiana AC/DC, em 1973, concretizando uma peculiar associação de rock, blues e heavy metal. Desde o primeiro álbum, High Voltage (1975), o seu som, ao mesmo tempo vibrante e ritualizado, conferiu-lhes uma enérgica imagem de marca, em particular nas performances ao vivo. Apesar de diversas alterações na formação do grupo, os dois irmãos mantiveram-se como as suas personalidades emblemáticas, até ao álbum Black Ice (2008). Considerado um dos mais brilhantes músicos de guitarra rítmica da sua geração, Malcolm afastou-se dos AC/DC em 2014 para ser tratado da demência que o atingiu — já não participou no álbum Rock or Bust (2014), tendo sido substituído pelo seu sobrinho Stevie Young.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

AC/DC - Back in Black

Musicalmente, o ano de 1980 ficaria marcado pelas mortes trágicas de Ian Curtis e de John Lennon. O súbito desaparecimento do vocalista dos AC/DC, no mesmo ano, levantava uma questão complicada: como substituir a face visível do projecto ? A escolha estava longe de ser fácil. Bon Scott era um cantor carismático e personificava o derradeiro outlaw do rock n´roll. No entanto, inspirados nas boas impressões causadas a Scott por um certo vocalista dos Georgie, optariam por Brian Johnson.
As gravações do sucessor de "Highway To Hell" decorreram nas Bahamas, entre Abril e Maio de 1980. Segundo Johnson, "sentiu-se uma presença qualquer". E a ideia de que algumas letras de Bon teriam sido aproveitadas para as sessões, nunca foi totalmente desmentida. O resultado final viu a luz do dia em Agosto do mesmo ano, com resultados retumbantes. À primeira vista, a reacção do público poderia denotar uma espécie de despedida generosa a Bon Scott. Mas, os resultados artísticos revelavam mais do que isso. Na altura, aquela sonoridade era a mais pesada que alguma vez tinha escutado e altamente desaconselhável a audições caseiras. Sem possuír os conhecimentos musicais que hoje tenho, sabia lá no fundo que era contagiante e do melhor que se podia requisitar para uma boa festa que se prezasse. O disco era fantástico, mas "Back In Black" e "Hells Bells" conquistaram-me. A faixa título mostrava que, afinal de contas, a banda não tinha morrido de todo, graças aos poderosos riffs dos irmãos Young e à memorável desbunda de guitarra de Angus Young. Era impossível não abanar a cabeça ao som de um tema que merece o título definitivo de hino de estádio. Se "Back In Black" era notável, "Hells Bells", a música de abertura, não o era menos. A primeira impressão é a de uma missa de finados rock. Afinal de contas, os sinos de abertura apontavam para Bon Scott. A progressão do tema viria a revelar uma combinação engenhosa entre as soluções guitarrísticas de Angus Young e um coro uivante, a meio-gás. Quase não reparei na ausência de Bon Scott, uma vez que Brian Johnson assimilou bem o seu novo papel. Em comum, tinham o gosto pela famosa tríade: sexo, álcool e rock n´roll. Essa garra e impersonificação de tal imaginário percorre o trabalho com uma considerável dose de determinação. Uma palavra para a apologia às escapadelas de "You Shook Me All Night Long" e a outro clássico imediato: "Rock & Roll Ain´t Noise Pollution".